terça-feira, 30 de dezembro de 2008

Vergonha

Pensei em escrever hoje sobre muita coisa. Há algum tempo venho com idéias e críticas sobre algumas bandas progressivas, e até mesmo a possível vinda de Peter Gabriel para o Brasil, o que seria um sonho a ser realizado.

Também houve tempo para refletir sobre a palhaçada em forma de festival chamada Planeta Atlântida, que cada vez mais piora e cria uma tendência e uma cultura de shows praticamente medíocres por estes pagos.
E por último, pensei em escrever sobre esse circo que virou a imprensa sensacionalista policialesca, depois de ter visto alguns vídeos no YouTube sobre o caso da Eloá. Do nada, parece que virou idéia fixa dos jornalistas (formados ou não) de que eles podem ter acesso a qualquer coisa, e também divulgar tudo o que for descoberto, sem analisarem se é ético divulgar tal informação.

Mas tudo ruiu depois que tive um espasmo de tristeza no fim da tarde, que só não progrediu porque apelei para uma válvula de escape minha, tendo acesso a uma história sobre a danação humana. De como a vida pode ser cruel, e que nem lendo todos os livros de auto-ajuda existentes no mundo podem ajudar nessa hora.

Falo deste caso aqui, que o blog que descobriu não teve pudor nenhum na hora de tirar uma bela casquinha de galhofa sobre a desgraça humana. Essa, talvez, seja uma das inúmeras provas de que a vida não é o resultado dos nossos planos ou das nossas ações, muito menos que ela seja justa com todos ou um mar calmo e cor-de-rosa. Muito pelo contrário.
No momento que vi esses vídeos, tive vergonha da tristeza que me tomou conta.

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Feliz 2009 para vocês. Aproveitemos o ano, pois ele significa um ano a menos em nossas curtas vidas, vocês queiram ou não ouvir isso.

sábado, 20 de dezembro de 2008

Desabafo

Eu entenderia um certo nível de despotismo na minha criação se estivesse nos meus sete, dez, onze, até mesmo quinze anos, talvez, pra controlar os hormônios. Não acharia correto, mas necessário para conter alguns excessos.

Agora, com 22 anos, sabendo discernir muita coisa que não discernia há dez anos atrás, sempre aberto pro diálogo, e em pleno século XXI...

terça-feira, 9 de dezembro de 2008

Lufada de inspiração

A Matilde Urrutia

Senhora minha muito amada, grande padecimento tive ao escrever-te estes malchamados sonetos e bastante me doeram e custaram mas a alegria de oferecê-los é maior que uma campina. Ao propô-lo bem sabia que ao costado de um, por afeição eletiva e elegância, os poetas de todo tempo alinharam rimas que soaram como prataria cristal ou canhonaço. Eu, com muita humildade, fiz estes sonetos de madeira, dei-lhe o som desta opaca e pura substância e assim devem alcançar teus ouvidos. Tu e eu caminhando por bosques e areias, por lagos perdidos, por cinzentas latitudes recolhemos fragmentos de pau puro, de lenhos submetidos ao vaivém da água e da intempérie. De tais suavíssimos vestígios construí com machado, faca, canivete estes madeirames de amor e edifiquei pequenas casas de quartorze tábuas para que nelas vivam teus olhos que adoro e canto. Assim estabelecidas minhas razões de amor te entrego esta centúria: sonetos de madeira que só se levantaram porque lhes deste a vida.

Pablo Neruda

Outubro de 1959

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Ganhei esse livro de uma moça, num amigo secreto que teve no serviço. Quase desmoronei ao ler essa introdução.
Vocês devem ter notado que os poemas pararam por aqui. Há dois motivos para isso: primeiro, que eu tenho me focado muito para os estudos pra concursos que estão surgindo. E segundo, porque minha inspiração tá meio em baixa. Na real, pouco me apaixonei ou senti de verdade nesses últimos dias. Surgiram algumas idéias nessas madrugadas de dezembro, mas deixei-as partir, porque não sentia que fosse o momento de passá-las para o papel.

Mas a porrada que tomei ao ler essa introdução recarregou-me. De uma forma feérica.

Então aguardem algumas produções para os próximos dias.

sexta-feira, 5 de dezembro de 2008

Hora do Jazz de Natal

Demorou, mas saiu.
E assim que tocamos A Charlie Brown Christmas, eu e Natusch começamos a distribuir balas para os presentes, que se surpreenderam e aderiram ao espírito natalino. Além disso, estendemos um MERRY CHRISTMAS, em letras grandes, na frente do Dacom, e - é claro - montamos a árvore de Natal no bonecão prateado.
Confiram as fotos:

Eu e Natusch, quando terminou a montagem da árvore de natal

Foto alternativa para a mesma legenda

Natusch e o bonecão fantasiado

Natusch, o papai noel gremista headbanger

Na hora que a captura da foto saiu, eu virei os olhos ¬¬



Syd Barrett abençoando a boa ação do menino

O bonecão, depois de pronto

Porque, no final das contas, esta é a essência da Fabico

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No fim, o que era pra ser uma brincadeira, acabou se tornando uma das coisas mais legais que já realizei dentro da Fabico. E a tosquice, que era colocar gorros azuis de papai noel e distribuir balas para os presentes, acabou virando uma boa ação que tocou a todos, aumentando ainda mais o espírito natalino dentro do Dacom.

Agradeço a presença de quem compareceu e de quem gostou.
Semestre que vem tem mais.

Abraços a todos.

quinta-feira, 4 de dezembro de 2008

Aos fabicanos - III



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Quem não for não ganha presente. Só banana amassada no Natal.