Já falei uma vez aqui sobre eu achar a cena musical porto-alegrense medíocre. Me chamaram de elitista, e tudo o mais.
Ok, exagerei. Mas não em achar a cena medíocre. E sim em generalizar.
Fui na CCMQ sexta de noite e me impressionei com o trabalho dos amigos do 4to Sensorial. Foi tão emocionante que rende um post à parte, que vou ficar devendo por ora. Meu assunto é outro.
Não lembrava por que não gostava da Lima e Silva. Talvez fosse implicância minha, por sempre achar defeito e reclamar de tudo.
Sexta eu lembrei.
Saio da CCMQ passado de meia-noite. Minha companhia pergunta se eu não estaria a fim de ir pra Cidade Baixa. Estava mei cansado e querendo a cama. Mas não é toda noite que a gente sai com uma amiga que há meses não se vê. Com vontade de molhar o bico com cerveja, topo o convite.
Opto em ir no Muffuletta, lugar aprazível, discreto e que me agrada bastante. Chegamos às vinte pra uma e o segurança do lugar diz que está fechado e que ninguém mais entra. Só sai. Lamentável um bar fechar antes da uma, mas enfim.
Caminhamos a República toda à procura de um bar. Tudo lotado e cheio de gente. Pinguim com clientes saltando pela janela, João Alfredo com as pessoas fechando as ruas, e os bares onde os seguranças só deixavam tu entrar pra pegar a cerveja e ficar do lado de fora. E eu só queria uma mesa a dois e uma cerveja...
Depois de meia hora caminhando, achamos o Zélig - que por algum milagre, estava só meio cheio (ou meio vazio?). Conseguimos a mesa e a cerveja.
Mas aprendi a lição: nunca mais vou pra Cidade Baixa quando meus amigos me convidarem. Andar durante meia hora só pra achar uma mesa e um copo de cerveja cheio é um pé de salto agulha no saco. Meus amigos que venham pro bar aqui do lado de casa.
Ainda faltou escrever sobre a caipirinha de morango - se é que isso pode ser chamado de bebida alcoólica. Mas fica pra próxima.
2 comentários:
Parangolé.
Pior que tava vazio quando o táxi que peguei passou na frente.
Me senti um imbecil agora.
Da próxima vez, visito-o.
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