sábado, 5 de setembro de 2009

Notas atrasadas

Não escrevo nada aqui faz umas duas semanas. E não é por falta de assunto. É por falta de tempo mesmo.
Devido a isso, vamos fazer só um post com os assuntos que surgiram nesse meio tempo, para que não desperdicemos as ideias.

1) Sim, virei um homem responsável, infelizmente. Acho que desde o terceiro semestre de faculdade eu não consigo colocar minhas leituras em dia, e muito menos me interessar por elas. E nesse semestre a coisa está diferente. Quase tudo tá em dia. E o horário do trabalho com a faculdade tá sendo bem conciliado (com uma exceção que se pretende sanar essa semana).
Talvez haja uma explicação para isso: estou mais longe das cadeiras de comunicação e fazendo mais cadeiras de outras Ciências Humanas, o que tem despertado minha curiosidade sobre outras áreas. Numa dessas aulas que tive com o Milman, um colega desabafou dizendo que tinha se decepcionado com a Fabico, devido aos extensos textos que os professores davam, mas que tinham pouco, ou quase nenhum, conteúdo. Devo concordar com ele. Os textos da comunicação são os escritos mais chatos que existem. São ligações com esferas de recepção, com comparações baseadas num tal de Charadeau... Mas que no fim das contas, é só o óbvio com uma linguagem acadêmica. Chatíssimo.
Enquanto estiver longe das cadeiras de comunicação, agradecerei.

2) Meu momento bom na faculdade não se explica só pelas cadeiras que faço. Também se explica pelo ambiente do atual trabalho. É impressionante como estar longe do mercado de trabalho faz toda a diferença para o seu psicológico na hora de trabalhar. Ou um simples "bom dia" do porteiro para você ao adentrar no serviço. Ou um simples "bom trabalho pra ti" de um colega de outro setor. Ou lembrar da data de seu aniversário. Ou de a grande maioria se tratar como um igual a você, não havendo pouco caso com o seu trabalho ou o de outrem. Ou o simples fato de não precisar trabalhar nos finais de semana ou nos feriados.
Tudo isso faz a diferença. Sair de um ninho de cobras onde as pessoas tentam o tempo todo puxar o seu tapete e não dão a mínima para a sua presença, para um lugar onde as pessoas prezam, ao menos, um cumprimento no corredor, anima, ao menos, 1/4 do seu dia.
Obrigado, Cremers!

3) Num mundo onde o individualismo nunca foi tão forte antes, nunca a morte foi tão encarada como uma espécie de punição. Porque, como disse uma vez o filósofo, você só existe, para as instituições e para os que estão ao redor, enquanto tiver seu corpo e sua presença física. Uma vez cessada a vida, você não mais existe.

4) Espero estar errado, mas as últimas campanhas do Grêmio me fazem hipotetizar que a série de títulos expressivos dentro do Olímpico cessaram, e que as taças só voltarão quando a Arena estiver pronta. Como o Vicente disse depois da nossa desclassificação da Libertadores desse ano, a gente sabe que o time pode mais do que já fez, contrariando os ditos de Mário Sérgio em 2005. Mas estamos batendo direto na trave, tanto quanto os gols impossíveis perdidos pelo Jonas na cara do gol. Foi um terceiro lugar no Brasileirão 2006, um vice-campeonato da Libertadores em 2007, um vice-campeonato no Brasileirão 2008, um terceiro lugar na Libertadores 2009... E o título não está vindo.
A pergunta: por quê? Será essa velha crise que nos assombra? Então os títulos só voltarão quando o Grêmio der um impulso em suas economias, o que irá acontecer quando a Arena iniciar suas atividades? Ou será que o time, seguindo o exemplo de Celso Roth, está perdendo o gás no fim das competições, necessitando de uma "jovializada" no elenco - coisa que Paulo Autuori está fazendo agora?
Espero que as respostas pra essas perguntas venham logo.

5) Ok, é verdade que meus pontos de vista mudaram nos últimos tempos. Mas quando você chega a um ponto que está começando a tolerar e até a simpatizar com algumas músicas do LEGIÃO URBANA, talvez seja a hora certa para procurar um psiquiatra.
E numa dessas audições, achei interessante essa relação que o Renato Russo faz da palavra "febre" com a sensação de estar apaixonado de forma platônica e não ser correspondido (ao menos foi isso que entendi). É como estar doente e sentir um calor só seu, e de mais ninguém.

E chega por hoje.

2 comentários:

Gabriela disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Gabriela disse...

É Fred, a gente tenta fugir das modinhas da nossa adolescência mas é difícil. De qualquer maneira Legião Urbana não tem nada a ver ctg. beijo