quinta-feira, 25 de novembro de 2010

Liberdade

Aqui me encontro, preso em minha mente
Vítima de ideia fixa, de nova sina
Acusado de ser um delinquente
Por consumir excessos de endorfina

Tenho culpa no cartório pro crer no amor
Em tempos acinzentados e frios
Em lembrar de você e ter um temor
Gerando em mim tantos calafrios

Procurarei uma brecha neste mundo
Repleto de egoísmo e de amargura
E fugir do moderno moribundo
Para ir em busca de sua ternura

Pois a você, todas as trilhas levam
Voltam-se todos os meus devaneios
Todos os meus sentimentos se elevam
Dirigem-se todos os meus galanteios

Perto de você, ah! a liberdade!
QUe dádiva me concede dos céus
Para que eu possa viver de verdade
Longe das cobras regadas a fel

Vivamos o infinito de mãos dadas
Seja no seu tempo de duração
Sejam nos nossos papos e risadas
Seja na intensidade da paixão


E.M.

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