terça-feira, 23 de novembro de 2010

Saudades

Vejo a primavera pela janela
Com seu lindo amanhecer orvalhado
Cuja brisa purifica mazelas
Revelando seu rosto cintilado

Vejo o céu azul com leve rubor
E lembro tuas pupilas celestes
Que me fazem virar um beija-flor
Voando em direção do Sol a leste

Vejo alva névoa se dissipar
Lembro tua pele de una candura
Do teu cabelo ao vento esvoaçar
E das tuas manias e fissuras

Então vejo o horizonte sem fim
E suspiro, num súbito desânimo:
O quanto você está longe de mim,
O quanto queria te dizer que te amo!

E.M.

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